<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191</id><updated>2011-11-05T20:42:28.209-07:00</updated><title type='text'>prosa-poema</title><subtitle type='html'>Flávio Corrêa de Mello</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115648699984760269</id><published>2006-08-24T23:16:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T23:23:19.863-07:00</updated><title type='text'>Entrevista Com Ondjaki que eu e Tatiana Carlotti fizemos para o especial Lusofonia da Carta Maior:</title><content type='html'>ENTREVISTA - ONDJAKI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da memória da infância à construção de um romance que contorna a História de Angola&lt;br /&gt;“A literatura deve ser um compromisso do autor com o seu mundo interno, ainda que, muitas vezes, esse caminho faça-se falando e repensando o real, o histórico.”&lt;br /&gt;Flávio Corrêa de Mello e Tatiana Carlotti – especial para Carta Maior*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondjaki é poeta, sociólogo, roteirista e romancista. Angolano de 29 anos, escreveu romances, como Bom dia camaradas (2001), O assobiador (2002) e Quantas madrugadas tem a noite (2004), habitados por personagens que lutam para entrever beleza e esperança entre os destroços de uma das mais longas guerras civis africanas.Ondjaki é artista eclético: interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura, já tendo realizado duas exposições individuais, em Angola e no Brasil; escreve para cinema - co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda, Oxalá cresçam Pitangas, de 2006. É membro da União dos Escritores Angolanos. Recebeu, no ano 2000, uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia Actu Sanguíneu. Em 2005, o seu livro de contos, E se amanhã o medo, obteve os prémios Sagrada Esperança (Angola) e António Paulouro (Portugal). Tem diversas traduções em francês, espanhol, italiano e alemão.Ondjaki esteve recentemente no Brasil, participando da 4ª Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, onde dividiu com o americano de origem nigeriana, Uzodinma Iweala, a mesa “África, Áfricas”, na qual os dois jovens autores conversaram sobre a situação de seus países de origem e sobre seus romances, que descrevem situações de guerra civil de um ponto de vista inusual: o da infância. Conversamos com Ondjaki que foi muito conciso e pontual em suas respostas sobre temas como a própria trajetória literária, as confluências entre a escrita e a política em seu país, literatura africana e seu romance recém-lançado no Brasil, Bom Dia Camaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta Maior – Como nasceu a escrita dentro de ti? Fale um pouco da tua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondjaki - Nunca se sabe quando a escrita nasce dentro de nós. A minha trajetória inicia-se por nascer em Luanda, uma cidade cheia de histórias, de ficção, de fantasia, também de pobreza e muitas vidas diferentes. A minha literatura apareceu primeiro nos poemas, tristes, da adolescência. Depois fui para o conto. Depois aprofundei a poesia. Depois me iniciei nos romances. Quando dei por mim já estava a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM - Como nasceu Bom dia Camaradas, recém-lançado no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - Foi o desafio de um editor amigo, angolano. Ele queria um livro que falasse da minha perspectiva da independência de Angola. Eu nasci em 1977, dois anos depois da independência, e eu pensei que a minha visão sobre todo esse processo histórico era a da minha própria infância. Organizei algumas memórias, preparei alguns capítulos e comecei a escrever. Claro que tive que ficcionalizar a minha vida, e a dos outros também. Mas um livro é sempre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM - Como avalias a participação de Cuba em Angola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - Esta resposta exigiria muito mais espaço, porque sou contra avaliações e respostas superficiais. Mas digamos que a presença cubana em Angola foi fundamental para impedir que os sul-africanos tomassem o poder em Angola, nas várias ofensivas que fizeram durante os anos 80. A cooperação cubana também ajudou parte da população, com assistência médica e educacional. Só posso considerar essa presença como positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM – Qual a relação entre política e literatura atualmente em Angola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - Penso que é ainda muito forte. Mas acho que os escritores devem, acima de tudo, obedecer aos seus ímpetos ficcionais, estéticos. A literatura deve ser um compromisso do autor com o seu mundo interno, ainda que, muitas vezes, esse caminho faça-se falando e repensando o real, o histórico. Mas o ponto de partida deve, acho eu, ser interno. A verdadeira arte vem de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM – Qual a importância da incorporação de dialetos e do falar angolano no processo de criação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - A incorporação ou exclusão de determinados falares é uma opção estética. Serve a minha literatura, serve a algumas das histórias que quero contar. Vejo essa incorporação de ritmos e de palavras como uma necessidade estética de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM - Há espaço para a nova literatura em Angola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - Todo o espaço. A literatura angolana está em permanente nascimento. Nós, os novos escritores, sentimos o peso da qualidade daqueles que nos antecederam, isto é, fomos antecedidos por grandes nomes e é difícil não sentir isso. Mas gosto desse desafio. A boa literatura nunca foi fácil, nem em Angola nem na Conchichina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM - O que é a boa literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - Não sou especialista em literatura, apenas sinto que a boa literatura engrandece a arte de escrever e o modo de sermos humanos. Há livros que acrescentam valores culturais à Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM - Quais outros escritores africanos você recomenda a leitura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - São muitos, mas poderia falar de Luandino Vieira, Ruy Duarte de Carvalho, Ana Paula Tavares, Manuel Rui, Boaventura Cardoso, João Maimona, Mia Couto, Luis Bernardo Honwana, Eduardo White, Paulina Chiziane, Conceição Lima, Germano de Almeida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM - O que tens a dizer ao leitor brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O - Não sei o que dizer... Faz sentido pedir que nos leiam, a todos os autores africanos, sem preconceitos e com abertura sensorial para nos receberem na nossa diversidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ver entrevista no site da &lt;a href="http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12046"&gt;carta maior&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115648699984760269?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115648699984760269/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115648699984760269' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115648699984760269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115648699984760269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/08/entrevista-com-ondjaki-que-eu-e.html' title='Entrevista Com Ondjaki que eu e Tatiana Carlotti fizemos para o especial Lusofonia da Carta Maior:'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115637935193589631</id><published>2006-08-23T17:28:00.000-07:00</published><updated>2006-08-23T17:29:11.950-07:00</updated><title type='text'>Dando o recado</title><content type='html'>Dando o Recado: Notícias sobre a Off Flip e algo mais!&lt;br /&gt;No dia 12 deste mês participei de uma mesa na &lt;a href="http://www.paraty.com/"&gt;OFF-FLIP &lt;/a&gt;(evento paralelo ao da FLIP) cujo tema foi produção independente e mercado editorial. Na mesa estavam escritores (eu, Micheliny Verunschk, Marcelino Freire), editores (Leila Name, da Nova Fronteira, e Arthur Rodrigues, sócio da Literis) e uma agente literária, Mariza Moura, da Página de Cultura.&lt;br /&gt;A grosso modo, a mesa explorou assuntos gerais, tais como: a dificuldade de inserção no mercado por parte dos escritores, as mirabolantes políticas das editoras para sobreviver no mercado e, no meio disso tudo, os agentes literários convivendo com a dança das cadeiras nas grandes casas editoriais. O tempo do debate foi curto e naquela noite ainda havia outras atividades na agenda da OFF-FLIP, em função disso não conseguimos aprofundar o tema proposto, o que de fato, era o desejo de diversas pessoas que participaram do debate, ainda assim, considerei o saldo positivo, já que conseguimos visualizar as questões essenciais das partes envolvidas no fazer literário. Entretanto, existem alguns tópicos que, por pura falta de tempo, não consegui engendrar durante minha explanação.&lt;br /&gt;Hoje, a Bagatelas atua em todos os segmentos da produção literária, desde a feitura do texto até a edição de seus materiais, assim como na promoção de eventos de cunho literário e reflexivo. Esta situação não nos foi mediada somente pela necessidade de nos promovermos ou algo do gênero, embora admitamos: a necessidade tem papel incisivo no surgimento de nosso grupo. Mas, o que nos move (se não o todo, mas pelo menos boa parte dele) é, justamente, afirmarmos uma possibilidade de fazermos literatura de modo independente e refletir sobre temas como a profissionalização do escritor, mercado editorial e preços abusivos de livros no Brasil. É óbvio que se algum escritor da Bagatelas, por ventura, acerte um bom contrato com uma casa editorial de grande porte, comemoremos com festas em botequins, porque não somos um círculo fechado e porque todo escritor que se assume enquanto tal e busca sua profissionalização quer ter leitores, mesmo já sabendo que contratos em editoras com distribuição nacional não significa em nada a consolidação de um projeto profissional de ganhar a vida com literatura, é só fazer as contas.&lt;br /&gt;A proposta da Bagatelas é contra-ideologizante em sua essência, nosso nome é uma homenagem a Lima Barreto, as colunas de colaborações e artigos também referem-se aos contos deste autor mulato, suburbano, que escreveu obras cuja temática ambientava-se em subúrbios cariocas, com personagens esquivos e sonhadores, angustiados. Lima faleceu miserável e fudido, extorquido do convívio social, só começou a ser visto e estudado pela academia e substratos universitários a partir da década de 80 com a abertura política, até aquela época tivemos apenas alguns intelectuais fazendo monografias e teses sobre sua obra. Assim como ele, tantos outros que padeceram da miséria: Cruz e Souza (escritor negro), João Antônio e Antônio Botto (homossexual, contemporâneo de Pessoa e que morreu no Brasil sofrendo de condições completamente adversas), só para citar alguns escritores que foram renegados pela nossa sociedade impregnada de cultura européia, pela Europa “mãe” com seus conceitos raciais cunhados no passado, mas que ainda se perpetram no nosso inconsciente, na desigualdade social e nos governos, majoritariamente brancos - no Brasil e em grande parte dos países que foram colonizados pelos europeus - e bem sucedidos economicamente. É pensando nestes fatos, nestes elementos, que a Bagatelas produz uma revista de 3,00 reais, que procura formar leitores em escolas do ensino médio e universidades, que discute a profissionalização do escritor e se afirma como um grupo disposto a atuar em todas as posições.&lt;br /&gt;Raphael Vidal, um dos fundadores de nosso barulhento agrupamento, percebeu isso com bastante clareza quando propôs o nome em homenagem ao bravo Lima. E ainda, é por conta disso que Márcio Calixto escreve em seu texto “eloquência” na coluna intermitências na Bagatelas que um dos denominadores comuns de nosso grupo é a vontade de sobrepor diversos obstáculos, sobretudo o do individualismo: “…mas na Bagatelas! a unidade vem da perspectiva temática – essencialmente o homem em seu grau de depreciação com o próprio homem, uma crítica ao individualismo”. Esta depreciação é a carta a Maria de Luciano Silva, expondo as agruras da vida nordestina na grande capital; os personagens filhos de fila de ônibus e cartão ponto de Tatiana Carlotti; o pastor queimado pregando dentro de um trem da central da Brasil de Nilovisky; o fiscal de ônibus de Rodrigo Melo; a personagem do escritor fracassado de Emerson Wiskow; a necessidade de escrever palavras simples de Eloíse Porto; o Lado B de Rogério Augusto; o cego que tudo vê na guerra de independência de Guiné-Bissau de Waldir Araújo; a particular sensorialidade de Amanda K; acoplado a esses colegas o Merderê de Raphael Vidal descolando textos em que a velocidade dos diálogos desnorteiam os leitores.&lt;br /&gt;Então, caros leitores e leitoras, me adiciono aos meus colegas, assumindo-me cético ao individualismo que permeia os meios literários e que só promove o acamodamento em discussões pertinentes ao segmento. Urge discutir: previdência para artistas (enquanto escrevo estas linhas, penso no Retiro dos Artistas). Urge, também, nos embasarmos sobre políticas públicas para a literatura, questionar o caráter de distribuição de fomentos e incentivos, fazer coro sobre a importância de termos cada vez mais bibliotecas espalhadas pelos quatro cantos de nosso país, reinventarmos a pedagogia essencial para o ensino literário, estimulando nossos jovens a ler. Mas não estou sozinho, tenho companheiros que fazem essa discussão tanto na Bagatelas quanto em outros agrupamentos, cito especialmente o pessoal da FLAP e o Projeto Identidade e tantos outros que ainda não tive o prazer de conhecer.&lt;br /&gt;Por fim, acredito na palavra transformadora, insubmissa, aquela que ecoou na voz e na mão de escritores como Agostinho Neto, poeta negro, revolucionário. Palavras capazes de subverter o panorama essencialmente mercadológico da literatura, sem deixar de ser um produto vendável, Acredito, também, na força da linguagem, em sua capacidade de guiar meu texto. Eu acredito na literatura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115637935193589631?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115637935193589631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115637935193589631' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115637935193589631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115637935193589631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/08/dando-o-recado.html' title='Dando o recado'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115553238527969903</id><published>2006-08-13T22:12:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T22:13:05.296-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Abaixo estão matérias que reproduzi da carta maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115553238527969903?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115553238527969903/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115553238527969903' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115553238527969903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115553238527969903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/08/abaixo-esto-matrias-que-reproduzi-da.html' title=''/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115414247673533092</id><published>2006-07-28T20:06:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T20:07:56.746-07:00</updated><title type='text'>A batalha pelo sul do Líbano</title><content type='html'>Por Robert Fisk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qlaya, Sul do Líbano, 25 de Julho. A batalha pelo sul do Líbano tem dimensões épicas, mas das alturas de Khiam os israelenses parecem estar em sérios problemas. Seus aviões F16 aparecem no céu, resplandecentes ao sol — pequenos peixes prateados cujos zumbidos tornam-se mais fortes à medida que descem —, suas bombas explodem sobre a velha prisão tomada pelo Hezbollah. Mas mais além da fronteira posso ver fogos raivosos que ardem ao longo das colinas e nuvens de fumo que se elevam sobre assentamento judeu de Metullah. Ninguém acreditava que assim fosse, após 13 dias de assalto israelense contra o Líbano. Os katiushas ainda saem aos pares de Khiam, deixando rastros brancos no céu e impactando contra as colinas e cidades fronteiriças israelenses. Será a frustração ou a vingança que faz com que Israel continue a lançar bombas sobre inocentes? Nas primeiras horas de terça-feira uma tremenda explosão acordou-me, sacudiu as janelas e fez estremecer as árvores, e um enorme raio levantou-se no céu a oeste de Nabatea. Assim, as vidas de uma família de sete pessoas ficaram extintas. E como foi — isto é algo que obceca organizações humanitárias que trabalham no Líbano — que os israelenses bombardearam duas ambulâncias em Qana, matando dois dos feridos que transportavam e ferindo um terceiro civil pela segunda vez no mesmo dia? Todo o pessoal ficou ferido; um trabalhador tem um troço de metralha cravado no pescoço, mas o que preocupou a Cruz Vermelha Libanesa foi que os mísseis israelenses atravessaram o próprio centro da cruz vermelha pintada sobre cada veículo. Os pilotos utilizaram a cruz como alvo de tiro? O bombardeio de Khiam provocou seus próprios incêndios nas colinas ao sul de Qlaya, onde os habitantes cristãos maronitas vêem tudo de um caminho no alto da zona montanhosa, como espectadores de uma batalha do século XIX. Khiam é — ou era — uma bonita aldeia de casas com entradas de pedra e janelas com ferragens decorativas, mas o objectivo de Israel é a famosa prisão que aí se encontra. Antes da retirada israelense do Líbano em 2000, o Exército do Sul do Líbano (ESL, aliado de Israel) utilizou o estabelecimento penal para deter e torturar com electricidade centenas de membros do Hezbollah e seus familiares. Foi este mesmo complexo carcerário, agora convertido pelo Hezbollah em Museu da Tortura, que o finado Edward Said visitou pouco antes de morrer. Muitos membros do Hezbollah foram encerrados aqui em celas subterrâneas construídas sob o forte pelo antigo mandato francês. Estes mesmos homens combatem agora os israelenses e quase certamente refugiam-se dos seus embates nas mesmas celas nas quais outrora padeceram, e pode ser que até armazenem aí os seus mísseis. Em Marjayoun, vizinha de Qlaya, onde chegaram a alojar-se os quartéis do ESL, as tropas libanesas tentam desesperadamente defender-se, como se fossem guerrilheiros do Hezbollah, utilizando as ruas deste povoado católico grego para disparar mísseis contra Israel. Patrulhas formadas por sete militares movem-se à noite pelos becos de ambas as aldeias, para o caso de o Hezbollah ter a ideia de dar mais motivo a Israel para lançar mais bombas sobre as nossas cabeças. Na guerra, aguçam-se todos os sentidos. Ao amanhecer, os pássaros, a música, as flores, tudo adquire um novo significado. Uma família ainda habita a pequena casa frente à minha e vi uma mulher, ao entardecer, a recolher legumes da sua horta para a ceia, e a ignorar os urros do avião israelense que sulcava o céu e as sinistras mudanças na pressão do ar provocadas pelas bombas. Em Beirute, uma pessoa observa a estupidez das nações ocidentais entre divertido e horrorizado, mas estar sentado aqui nestes povoados das colinas e escutar que a secretária de Estado estadunidense, Condoleezza Rice, planeia redesenhar o Líbano é claramente uma lição sobre a capacidade humana de auto-engano. Segundo os correspondentes estadunidenses que acompanham Rice na sua visita ao Médio Oriente, ela propõe a intervenção de uma força encabeçada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) ao longo da fronteira libanesa-israelense que dure 60 a 90 dias, para garantir um cessar fogo. Depois disto espalhará por todo o Líbano uma força encabeçada pela aliança atlântica, de maior tamanho, que se encarregará de desarmar o Hezbollah e de treinar o exército libanês antes de este ser também colocado na fronteira. Este plano, que tal como todas as propostas estadunidenses é exactamente o mesmo que Israel exige, contem a mesma qualidade de arrogância mentirosa das palavras que pronunciou na semana passada o cônsul geral israelense em Nova York ao afirmar que "a maioria dos libaneses aprecia o que estamos a fazer". Acredita Rice que o Hezbollah quer ser desarmado, ainda que seja nos termos da resolução 1559 do Conselho de Segurança? Não houve já uma força da ONU em Beirute que fugiu do Líbano depois de um grupo próximo ao Hezbollah atentar contra uma base de marines dos Estados Unidos no aeroporto de Beirute, em 1983, matando 241 soldados estadunidenses e dezenas de soldados franceses segundo mais tarde? Alguém acredita que as forças xiitas muçulmanas não farão o mesmo com qualquer força de "intervenção" da NATO? O Hesbollah tem estado à espera, treinando e sonhando com esta guerra durante anos, por mais inescrupulosas que julguemos suas acções. Não vão entregar um território que libertaram do exército israelense através de uma guerra de guerrilhas de 18 anos, muito menos vão entregá-la a uma NATO que actua a pedido de Israel. O problema radica, com toda certeza, em que os Estados Unidos vêem este banho de sangue como uma "oportunidade" e não como uma tragédia; como ocasião para humilhar os simpatizantes do Hezbollah em Teerão e ajudar a desenhar um "novo Médio Oriente" sobre o qual Rice falou de maneira tão enfadonha. De facto, é mais provável que isto seja usado pela Síria para humilhar Israel e os Estados Unidos no Líbano. Naturalmente, o Hezbollah trouxe a catástrofe aos seus correligionários. Por todo o vale de Beeka, os longos e perigosos caminhos cheios de crateras pelos quais tive de viajar para chegar a Qlaya estavam desertos, excepto por alguns homens conduzidos por homens em pânico cujas famílias estavam atulhadas nos veículos e que estendiam lençóis brancos pelas janelas na esperança que inspira dó — depois de todos os bombardeamentos israelenses contra civis — de que isso poderia protegê-los de alguma forma. O único civil que vi a caminhar por estes caminhos aterradores foi um pastor de cabras que conduzia seus animais em torno das enormes crateras. Ao falar com ele descobri que está quase totalmente surdo e não ouve as bombas. Nisto, ao que parece, tem muito em comum com a secretária de Estado Condoleezza Rice. O original encontra-se em The Independent, a versão em castelhano em &lt;a href="http://www.jornada.unam.mx/2006/07/26/048n1mun.php" target="_new"&gt;http://www.jornada.unam.mx/2006/07/26/048n1mun.php&lt;/a&gt; Este artigo encontra-se em &lt;a href="http://resistir.info/" target="_new"&gt;http://resistir.info/&lt;/a&gt; .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115414247673533092?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115414247673533092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115414247673533092' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115414247673533092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115414247673533092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/07/batalha-pelo-sul-do-lbano.html' title='A batalha pelo sul do Líbano'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115414092586308531</id><published>2006-07-28T19:40:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T19:42:05.876-07:00</updated><title type='text'>Ainda Líbano!!!</title><content type='html'>O povo dispensável do LíbanoEditoria: Governos21/Jul/2006 - 15:53&lt;br /&gt;por Mike Whitney&lt;br /&gt;Beirute, Julho/2006. O mais chocante no assalto de Israel ao Líbano é a precisão desapaixonada com que o bombardeamento foi executado. De ponte para silo, de silo para central eléctrica, de central eléctrica para fábrica, de fábrica para mesquita, de mesquita para hospital, de hospital para edifício de apartamentos, cada um dizimado com a calma desdenhosa de um cirurgião a remover um tumor cancerígeno.&lt;br /&gt;Não sentimos qualquer sentido de raiva no comportamento de Israel, apenas a selvageria calculada de homens que encaram como seu dever decapitar sistematicamente toda uma civilização e deixá-la em ruínas. A destruição do Líbano é o trabalho de robots, não de homens. Insensíveis, sem remorsos, feixes de pele e osso.&lt;br /&gt;Ninguém poderia ter feito o que estes homens fizeram em apenas sete dias e continuar a fazer parte da família humana a que você e eu pertencemos.&lt;br /&gt;Até agora, não há indicação de que os soldados israelenses capturados tenham sido agredidos ou maltratados. O arrasamento de uma metrópole outrora agitada e próspera foi executado enquanto as vítimas certamente ainda estão enfiadas em algum desconhecido lugar escondido. Não há objectivo para a turbulência de Israel, os termos da libertação podiam ter sido negociados numa "troca de prisioneiros" como fizeram muitas vezes antes. O bombardeamento é puramente um acto de violência gratuita destinado a destruir uma nação que mal se recuperou de 18 anos de ocupação israelense. Agora o Líbano retornou à Idade da Pedra.&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;Terão os soldados sido torturados ou abusados como teriam sido sob a custódia americana ou israelense?&lt;br /&gt;Espero que não. Espero que estejam a ser bem tratados. Espero que sejam soltos e possam passear em direcção ao sul através dos escombros e das partes de corpos esparramados de modo a que eles possam apreciar o que o seus líderes fizeram em seus nomes. Espero que sejam libertados de modo que o Hezbollah possa clamar por uma vitória moral sobre as forças da desumanidade e do cinismo que infectam as poltronas do governo em Tel Aviv e Washington.&lt;br /&gt;Seja qual for a oportunidade que possa ter havido para a paz, ela se foi agora. Temos de ser realistas. A próxima geração de muçulmanos desprezará a nós e a tudo o que representamos. Nenhuma capital ou cidade estará segura. Os EUA e Israel estão a semear dentes de dragão por todo o Médio Oriente e a sua colheita sangrenta virá nas décadas pela frente. Cheney estava certo, esta guerra poderia perdurar por 50 anos e não acabar no nosso tempo de vida.&lt;br /&gt;O Líbano foi a última gota. Ele prova que era verdade tudo o que disse Bin Laden: "Eles vieram tomar sua terra e seus recursos; eles vieram desonrar suas mulheres e desgraçar sua cultura; eles vieram humilhá-lo em frente aos seus filhos e amontoar ignomínia sobre sua religião".&lt;br /&gt;Onde é que ele estava errado?&lt;br /&gt;O escritor Pepe Escobar disse isto melhor: "O efeito da barragem bombista israelense será atrair ondas mais novas e mais caudalosas de muçulmanos moderados para o Islão político e radical. A percepção da rua árabe — assim como para a maior parte dos 1,4 mil milhões de muçulmanos do mundo — foi reforçada: o eixo EUA-Israel parece ter uma licença para matar árabes com impunidade" (Pepe Escobar, "Leviathan Run Amok" , Asia Times).&lt;br /&gt;Escobar está certo. As vidas de muçulmanos nada significam. Eles tornaram-se o povo "dispensável" cuja segurança simplesmente não importa. A sua carnificina maciça aparece regularmente no noticiário da noite enquanto estórias de cortar o coração são desfiadas acerca do sofrimento de pais e mães israelenses que perderam seres amados em ataques retaliatórios.&lt;br /&gt;Os muçulmanos não têm mães e pais? Será tão importante demonizá-los que devem ser despojados de todo traço de humanidade, incluindo pais?&lt;br /&gt;Para onde irão estas pessoas "dispensáveis" quando os recursos do mundo continuam a secar e as suas pátrias são cada vez mais assediadas?&lt;br /&gt;Indonésia, Somália, Arábia Saudita, Irão, Síria, Líbia, Sudão, Afeganistão; para onde irão todos eles? Serão eles colocados em campos de refugiados ou viverão como prisioneiros na sua própria terra; serão alvejados como cães ou levantar-se-ão e combaterão até o fim?&lt;br /&gt;Quantos escolherão aderir às fileiras crescentes de jihadis e grupos de resistência a conspirar e planear represálias do modo que puderem? Quantos considerarão que é melhor morrer de pé do que viver de joelhos?&lt;br /&gt;O Líbano preparou o caminho para um século de guerra. Foi arrasado e o seu povo evacuado para ajustar contas com o Hezbollah e criar uma zona tampão no flanco norte de Israel. As vidas arruinadas não têm consequência. A cidade será reconstruída com empréstimos do Banco Mundial e do FMI e o trabalho será contratado pela Halliburton e pela Bechtel. Já vimos tudo isto antes; a destruição absoluta de uma sociedade de modo a que possa ser colocada nas mãos dos empreiteiros globais. O Líbano não será excepção.&lt;br /&gt;Agora que o flanco norte de Israel foi "pacificado" Olmert pode voltar seus olhos para leste, em direcção a Damasco onde o oftalmologista Bashar Al-Assad terá de ser derrubado a fim de assegurar caminhos para oleodutos do norte do Iraque até Haifa. Deste modo Israel tornar-se-á um grande jogador nas guerras por recursos deste século e um líder na região.&lt;br /&gt;O jogo do xadrez geopolítico está a desdobrar-se tal como fora escrito anos atrás pelos neoconservadores que na altura haviam sido considerados como radicais e lunáticos. Ninguém está a rir agora. Os 12 aldeões que foram massacrados ontem em Srifa pelas bombas israelenses não estão a rir-se nem os pais das 11 crianças que foram vaporizadas por um míssil israelense enquanto tomavam banho num canal no campo de refugiados de Oasmia.&lt;br /&gt;Isto é o cálculo da miséria humana; a matança deliberada de pessoas inocentes para alcançar objectivos políticos. Não é diferente do terrorismo. Bush e Olmert são dois homens que têm confiança absoluta na capacidade da violência para modelar o comportamento. Eles não estão preocupados com os rios de sangue que alimentam seus sonhos. Afinal de contas, trata-se de pessoas "dispensáveis".&lt;br /&gt;19/Julho/2006&lt;br /&gt;O original encontra-se em http://www.uruknet.info/?p=m24811&amp;hd=0&amp;amp;size=1&amp;l=e&lt;br /&gt;Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .&lt;br /&gt;Fonte: resistir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115414092586308531?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115414092586308531/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115414092586308531' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115414092586308531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115414092586308531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/07/ainda-lbano.html' title='Ainda Líbano!!!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115396235423492018</id><published>2006-07-26T18:00:00.000-07:00</published><updated>2006-07-26T18:05:54.236-07:00</updated><title type='text'>líbano!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/isch.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/isch.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/beirut3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/beirut3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/beirut4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/beirut4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/when.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/when.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/beirut.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/beirut.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115396235423492018?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115396235423492018/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115396235423492018' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115396235423492018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115396235423492018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/07/lbano_26.html' title='líbano!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115357326787459832</id><published>2006-07-22T05:48:00.000-07:00</published><updated>2006-07-22T06:01:07.890-07:00</updated><title type='text'>Flap-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/flap_logo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/flap_logo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje tem literatura no Rio de Janeiro, é a &lt;a href="http://www.projetoidentidade.org/site/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;id=401&amp;amp;Itemid=60"&gt;FLAP&lt;/a&gt; (o que quer dizer: Não se sabe, ninguém sabe).&lt;br /&gt;O povo vai desembarcar por aqui... E vale conferir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação está bem diversificada, assuntos como gestão cultural, incentivos para o segmento de criação literária e o que está rolando de última hora na literatura, serão debatidos neste final de semana... Começa hoje, aliás, já está começando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115357326787459832?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115357326787459832/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115357326787459832' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115357326787459832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115357326787459832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/07/flap-se.html' title='Flap-se'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115349988689190716</id><published>2006-07-21T09:23:00.000-07:00</published><updated>2006-07-21T09:38:06.913-07:00</updated><title type='text'>Bagatelas</title><content type='html'>Caro leitor, leitora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Leia a coluna que publico na &lt;a href="http://riomovedico.bagatelas.net"&gt;bagatelas&lt;/a&gt;, lá você encontrará contos e crônicas que atualizo semanalmente. Publiquei, recentemente, textos de &lt;a href="http://palavra-experimento.blogspot.com"&gt;Fernanda Shcolnik&lt;/a&gt;. Vale conferir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115349988689190716?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115349988689190716/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115349988689190716' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115349988689190716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115349988689190716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/07/bagatelas.html' title='Bagatelas'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115349885487623318</id><published>2006-07-21T09:20:00.000-07:00</published><updated>2006-07-21T09:20:54.890-07:00</updated><title type='text'>rio movediço (prosa)</title><content type='html'>Tempo nublado. Mas, mormaço. Alguns zumbidos de mosquito estalando próximos ao pescoço. O barulho do rio movendo-se. Sentado na margem do rio, entre o capinzal que esconde insetos e anfíbios escorregadios, ele observa o marolar. Data: não sabe, nome: não lembra, local: nem imagina, apenas um dolorido na nuca e uma remota sugestão.&lt;br /&gt;A roupa é esfarrapada. A camiseta regata: amarela. A calça de tons marrons tem mais do que a cor somente, tem também uma pasta viscosa colada ao tecido. Não há cheiros. Sol, muito sol. Parece até que alguns peixes nadam nas bordas do rio. Peixes escuros e velozes, passeiam num ir e vir constante, movimento migratório, são muitos, aproximam-se dele, olham-no certeiros, e depois partem em direção ao desconhecido, seguindo o fluxo das águas, esgueirando-se entre as rochas e as algas, nadando nas corredeiras.&lt;br /&gt;Do outro lado, vê-se várias árvores com jeito de esquecidas, suas folhas caídas emolduram o tronco, cobrindo quase todos, algumas até a copa, inclusive, como uma massa amarronzada ou areia movediça, acúmulo de húmus, de vermes, de minhocas, de vida, mas não uma vida como forma, embora consistente, apesar de líqüida também, uma vida espessa, que se expande pelas árvores e se mistura ao solo. Vida esquiva e escorregadia.&lt;br /&gt;Há na largura de uma margem até a outra, uma medida que não se escandeia por ninguém, só por aqueles olhos esbugalhados, únicos olhos presentes no ato e no dia desconhecido, cheio de artérias saltando por fora das pupilas. No meio, pulsando velozmente, passa o rio que ele não sabe onde nasce, nem onde finda. Mas do lado em que ele se posta de cócoras num movimento encarquilhado cheio de curvaturas, é lá onde ele tenta auscultar com a vista a longa passagem que se delineia de uma margem até a outra, de um ponto que vai giratoriamente o circulando, colocando-o no centro de um sol encardido, ele não visualiza o que está se descortinando por detrás da margem do rio movediço, porque não está consciente e não está com os olhos palpitando, nem mesmo sentindo os cílios, porque neste momento, ele é ausência, vácuo e ponto suspenso. É sono. E balança na cama de um lado para o outro lentamente, como se estivesse em um barco deslizando pelo rio, sendo ninado. Sonhando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115349885487623318?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115349885487623318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115349885487623318' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115349885487623318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115349885487623318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/07/rio-movedio-prosa.html' title='rio movediço (prosa)'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115345291425400582</id><published>2006-07-20T20:05:00.000-07:00</published><updated>2006-07-26T13:45:41.700-07:00</updated><title type='text'>Maquinando</title><content type='html'>"... Eles Passarão: Eu Passarinho ..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço da noite uma poça de escarros visíveis.&lt;br /&gt;Os meus margeiam sombras invisíveis&lt;br /&gt;como o fino trato dado a uma gilete&lt;br /&gt;viajando por ondas nuevas&amp; marés&lt;br /&gt;que embrenham-se ao largo:&lt;br /&gt;sideráveis dicotomias,&lt;br /&gt;sinestesias, euforias,&lt;br /&gt;e toda esta argamassa&lt;br /&gt;que é barco, balsa, aeroplano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o vôo está além camarada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você ficou estacionado na opereta&lt;br /&gt;com discursos estúpidos,&lt;br /&gt;embora o canto seja longo&lt;br /&gt;no teatro das alucinaçoes&lt;br /&gt;e as maquinações emperradas&lt;br /&gt;em outros tentáculos de meios caminhos&lt;br /&gt;e o aerosol de sua tinta&lt;br /&gt;costume atrair outros menos cônscios de sua vã&lt;br /&gt;basóvia, basóvia, basóvia,&lt;br /&gt;basóvia de um básico objeto de melindre&lt;br /&gt;e esterco sem húmos, sem mesmo cú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115345291425400582?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115345291425400582/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115345291425400582' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115345291425400582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115345291425400582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/07/maquinando.html' title='Maquinando'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115089475207657178</id><published>2006-06-21T05:55:00.000-07:00</published><updated>2006-06-21T05:59:12.093-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/revista/noticia.php?noticia=1197&amp;PHPSESSID=a54dcbdff7c43d4a8370be5c0d357b6d"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 323px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" height="170" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/pq55723.jpg" width="129" border="0" /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt; DYONÉLIO MACHADO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115089475207657178?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115089475207657178/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115089475207657178' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115089475207657178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115089475207657178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/06/dyonlio-machado.html' title=''/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115021966770515249</id><published>2006-06-13T10:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-13T10:27:47.723-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/encontrosfernandosabino.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/encontrosfernandosabino.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estaremos no dia 24/6 na Livraria Imperial. Vamos conversar sobre a obra de Fernando Sabino. A turma da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://bagatelas.net"&gt;Bagatelas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; estará lá. Venha participar. Além dos bagateleiros, teremos a presença de &lt;a href="http://www.dizventura.blogger.com.br/"&gt;Mauro Ventura&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Fica de lambuja um trecho de Fernando Sabino:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Um homem e uma mulher entraram no bar, semtaram-se e pediram martini seco. Enquanto o garçom os servia, ela foi ao telefone, ele foi ao toalete. Quando regressaram, ao tomar a bebida, a mulher caiu fulminada."&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; &lt;em&gt;A Faca de Dois Gumes&lt;/em&gt;, Fernando Sabino.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115021966770515249?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115021966770515249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115021966770515249' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115021966770515249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115021966770515249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/06/estaremos-no-dia-246-na-livraria.html' title=''/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115007202573501408</id><published>2006-06-11T17:24:00.000-07:00</published><updated>2006-06-11T17:27:05.736-07:00</updated><title type='text'>Revista Bagatelas#2</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/capabagatelas2.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/capabagatelas2.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Leia a Bagatelas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115007202573501408?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115007202573501408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115007202573501408' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115007202573501408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115007202573501408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/06/revista-bagatelas2.html' title='Revista Bagatelas#2'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-115007182215508416</id><published>2006-06-11T17:20:00.000-07:00</published><updated>2006-06-11T17:23:42.170-07:00</updated><title type='text'>Cartas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/decoupage%20cartas-1-a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/decoupage%20cartas-1-a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de longa ausência, volto para deixar um recado especial. leia as cartas que publiquei no &lt;a href="http://riomovedico.bagatelas.net"&gt;Rio Movediço&lt;/a&gt;, coluna que mantenho na &lt;a href="http://bagatelas.net"&gt;Bagatelas&lt;/a&gt;!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-115007182215508416?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/115007182215508416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=115007182215508416' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115007182215508416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/115007182215508416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/06/cartas.html' title='Cartas'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-114340479996487175</id><published>2006-03-26T12:19:00.000-08:00</published><updated>2006-03-26T12:26:39.980-08:00</updated><title type='text'>Rio Movediço xxvi</title><content type='html'>O copo&lt;br /&gt;o uísque seco&lt;br /&gt;o gelo evaporado&lt;br /&gt;último decassílabo da ópera faminta&lt;br /&gt;na voz de café da manhã do motel&lt;br /&gt;com seu murmúrio cano de descarga&lt;br /&gt;rosnando a perna&lt;br /&gt;                 o alicerce&lt;br /&gt;                 o movimento&lt;br /&gt;além da velocidade&lt;br /&gt;                que você vê&lt;br /&gt;                circularidade&lt;br /&gt;                tato&lt;br /&gt;                ou sombiose&lt;br /&gt;sem fantasmas ou reveses&lt;br /&gt;dum corpo derretido&lt;br /&gt;de morfina gutural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-114340479996487175?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/114340479996487175/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=114340479996487175' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114340479996487175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114340479996487175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/03/rio-movedio-xxvi.html' title='Rio Movediço xxvi'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-114253994537391535</id><published>2006-03-16T12:01:00.000-08:00</published><updated>2006-03-16T12:12:25.443-08:00</updated><title type='text'>Rio Movediço xxv</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/siron%20franco.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/siron%20franco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;ele&lt;br /&gt;sentado num café qualquer&lt;br /&gt;       tricotando dedos&lt;br /&gt;       quebrando palitos&lt;br /&gt;       divagando desmemória&lt;br /&gt;com a vaga vontade de partilhar nesgs migalhas com pernas de centopéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela&lt;br /&gt;descascando desobjetos&lt;br /&gt;apoiada em calosidades de cascas de amendoim&lt;br /&gt;convivendo com extremas reticências&lt;br /&gt;sugadas pelo canudo do daikiri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La fora&lt;br /&gt;no exterior de seus mudos ouvidos:&lt;br /&gt;o aparelho digestivo da cidade roncando batuques e remelexos&lt;br /&gt;e a água cinza&lt;br /&gt;                       viscosa&lt;br /&gt;                                  esvaindo-se ralentadamente pelo ralo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-114253994537391535?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/114253994537391535/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=114253994537391535' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114253994537391535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114253994537391535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/03/rio-movedio-xxv.html' title='Rio Movediço xxv'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-114236458789291184</id><published>2006-03-14T11:26:00.000-08:00</published><updated>2006-03-14T14:16:31.136-08:00</updated><title type='text'>Enterra os teus mortos e a terra será fértil com novas flores!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já retirei o chuveiro e cortei o cano do banheiro do andar de baixo da casa. Lá é mais fácil, pois foi construído após o alicerce inicial e, portanto, é um local à parte. Dá para os fundos, para o pequeno jardim onde quando criança costumava brincar de me esconder, sobretudo de você, e travava conversas com alguns amigos invisíveis. Possui pé direito alto, acho que foi por isso que o escolhi. Daria preferência a outro lugar da casa, a sala, por exemplo, lugar em que convivíamos com mais freqüência, mas por outro lado, me agrada a idéia de me retirar para um canto.&lt;br /&gt;Dolores ou Clara ou Antônio Maria, vieram-me à cabeça no dia em que cortei o cano, não sei exatamente a voz de quem, pois trata-se de reminiscência que ecoa nos meus ouvidos quando sento no jardim e destilo alguns copos de Uísque: “Se eu morresse amanhã de manhã, minha falta ninguém sentiria, eu teria um enterro qualquer, ninguém se lembraria. Ai! A solidão vai acabar comigo... Eu já nem sei o que faço ou o que digo”. Ou “... Eu já nem sei o que falo ou o que digo”. No fundo não importa, reino na maestria de trocar palavras e letras de canções, não importa mesmo, como te disse, trata-se de uma lembrança de uma música que não ouço há muito tempo, de um tempo que já é o limiar da memória. Porque o antigo e o novo não são os anos que os medem, mas o vazio que os afasta dentro de nós. E o que resta sempre é uma voz que ecoa longe como nas canções e que aos poucos esvai no ronronar das multidões deixando o corpo dependurado, balançando de um lado para o outro em qualquer cano, qualquer alpendre, um corpo esvaziado de células, mirrado, desprovido de sons e de vida.&lt;br /&gt;Súbito, foram-se os avós com suas células jovens e vitais, no mesmo ano em que assolou a varíola, eu ainda nem era vivo, mas guardo-os em pequenas fotos coloridas à mão. Depois, muito tempo depois, eu escorreguei com meu pai por uma escada, amparando sua cabeça durante a descida. Havia música no apartamento do vizinho e havia também um rosto de garoto olhando a cena, assustado. Certamente, era o seu primeiro contato com a morte. Talvez, se é que isso existe, talvez, talvez a alma do meu pai tenha contatado o garoto em algum sonho, talvez meu pai ainda esteja vivo para aquele menino magricelo, e o visite em sonhos, talvez o assombre.&lt;br /&gt;Enterra os teus mortos e a terra será fértil com novas flores, era sua frase favorita. Eduquei-me, então, em esquartejar pessoas, não fisicamente, mas na fundura de seus desejos, os pequenos e os de longo alcance. Podo-as, obliterando com sórdidos pensamentos quaisquer realizações, desde as mais ínfimas até as poderosas. Não vivo então. Respiro sem qualquer desejo, e muitas vezes eu ando prendendo o pulmão como se estivesse no fundo do mar e pudesse ter o prazer de esmagar conchas, pisar sobre algas e ir destruindo tudo que há pela frente. Assim, prendendo a respiração e com olhos voltados para todos os lados, vou destruindo governos ou igrejas, jornais e babás, vestidas com um branco encardido, que passeiam com bebês rechonchudos pela orla. Ninguém me atinge no banco de praia ou no jardim de casa. Cercado, sou raiz, raiz seca e da minha cerca, acompanho os velhos que passam fazendo ginástica sueca, os garotos que vão para escola, as prostitutas que incessantemente me lançam olhares. Eu ali, prostrado, agonizante, maquinando uma revolução que acabará com tudo isto, enterrando meus mortos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-114236458789291184?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/114236458789291184/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=114236458789291184' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114236458789291184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114236458789291184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/03/enterra-os-teus-mortos-e-terra-ser.html' title='Enterra os teus mortos e a terra será fértil com novas flores!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-114139936457550824</id><published>2006-03-03T07:19:00.000-08:00</published><updated>2006-03-03T07:22:44.586-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/lucia003.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/lucia003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/lucia002.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/lucia002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-114139936457550824?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/114139936457550824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=114139936457550824' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114139936457550824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114139936457550824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-114024197190177197</id><published>2006-02-17T20:54:00.000-08:00</published><updated>2006-02-17T21:54:51.400-08:00</updated><title type='text'>Carnaaaavaaaalllllllll!!!!!</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/IMG_3366.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Depois do domingo de futebol! Agora é Carnaval!!!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então, largue as preocupações e divirta-se. Uma cervejinha aqui, outra acolá. Muita água para hidratar. Assim vou deixar alguns rastros, para quem sabe, nós possamos nos encontrar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/carnaval2004-05.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/carnaval2004-05.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Céu na Terra, às 16h Curvelo (Santa Teresa) O bloco resgata o Bonde da Folia dos anos 40 e segue de bondinho até o Largo das Neves. Canta marchinhas tradicionais de carnaval e composições próprias. Desfila com bonecos gigantes, perna de pau e todo mundo fantasiado pelas ladeiras de Santa Teresa. Sempre vou por lá... Amarradão. "Ô Abre alas que eu quero passar..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/bolapreta1_online.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/bolapreta1_online.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cordão da Bola Preta, às 9h Cinelândia/ Theatro Municipal (Centro) Espero todas as Empregadinhas e Professores as 09:00 horas no mesmo lugar de sempre. Vale fazer pontos begros de collorjet na camisa branca. Vale levar corneta e se embalar pelas marchinhas... Eu vou até onde o parco dinheiro da cerveja acabar... aí, é claro, tem uma sobra para um chopp no amarelinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/imag_aaa_04.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/imag_aaa_04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/carnaval2004-05.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/IMG_3366.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Banda de Ipanema, às 15h Praça Gal. Osório com R. Teixeira de Melo (Ipanema) A banda de Ipanema, que leva milhares de travestis, drags e gringos a Ipanema, faz três desfiles em Ipanema. Mas é bem provável que a gente não se encontre por lá... Sabe como é que é... é muita manguaça para um corpo só.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda tem outras dicas:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que merda é essa?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sai do bar Paz e Amor na Garcia D'ávila, em Ipanema. É um bar da galera que enche o pote todo final de tarde. Passei sábado passado no ensaio e estava muito bom. O bloco segue pela Garcia D'Ávila até a praia onde espera para se encontrar com o Simpatia é quase amor. O bloco sai impreterivelmente às 14h Cores: marrom e branco. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Escravos da Mauá. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sai às 19h Largo de S. Francisco da Prainha c/ Sacadura Cabral (Centro) O bloco foi criado em 1993 por funcionários do INT. Este dispensa apresentações.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bom leitores e leitoras,&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;é isso... deixei vários, vários, vários outros blocos de lado, mas o que vale mesmo é curtir, brincar, azarar, transar de camisinha! E, certamente, você já está fazendo seu itinerário há algum tempo....&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;À plus&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-114024197190177197?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/114024197190177197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=114024197190177197' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114024197190177197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/114024197190177197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/02/carnaaaavaaaalllllllll.html' title='Carnaaaavaaaalllllllll!!!!!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113959186634991237</id><published>2006-02-10T09:13:00.001-08:00</published><updated>2006-02-10T09:17:46.350-08:00</updated><title type='text'>Domingo é dia de:</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/AMERICA-RJ.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/AMERICA-RJ.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113959186634991237?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113959186634991237/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113959186634991237' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113959186634991237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113959186634991237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/02/domingo-dia-de_10.html' title='Domingo é dia de:'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113935830708878084</id><published>2006-02-07T15:38:00.000-08:00</published><updated>2006-02-07T16:30:59.843-08:00</updated><title type='text'>SANGUE!!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/sangue_antiga6.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/sangue_antiga6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suor. Muito suor. Água. Sangue!&lt;br /&gt;Foi na segunda-feira, acho... Mas poderia ser qualquer dia da semana, poderia mesmo ser qualquer calendário, russo, hebraico, maia, sei lá... Qualquer. Qualquer remédio para o coração, pois o miocárdio acelerou. E o bumbo espalhou pressão o tempo inteiro. Espalhou também sangue na pele de cordeiro. É, mais o certo é que foi na segunda-feira... Sim, era segunda-feira e muitos sonhos, anseios e gritos presos naquela multidão. Era uma onda de composição destruindo lamentações de mais de duas décadas, empurrando para o outro lado do muro as mazelas daquelas derrotas que muitos já julgavam eternas. Mas não eram...&lt;br /&gt;Assim o pai olhou para o menino quando a pelota correu da meia lua dos sonhos guardados para o fundo da rede. A promessa que se realizava: “um dia você ia ver isso”. A bola guardada como o tesouro para o garoto. A bola sendo a certeza da espera por um momento único. Gol! Esmelhiraram as mais de 7000 vozes. Um grito novo que, de há tanto guardado, saiu sangrento.&lt;br /&gt;Sinto no ar um cheiro vermelho e lilás. Sinto no ar romantismo. Rebeldia. Vibração. Exu voando com a águia alerta, olhos espertos, vivos. Sim, os Deuses estão vivos e a Águia metamorfoseada em Diabo, ou o Diabo pintando-se de penas, está caçando com tridente e garras os barqueiros bigodudos, os urubus carniceiros, os estrelas solitários e os homens de narizes empoados de pó de arroz!&lt;br /&gt;Eles são onze na frente e uma multidão de sonhadores atrás. São onze rodando a pelota de um lado para o outro, cozinhando a presa e aguardando o melhor momento de garfá-la no espeto para depois guardar o troféu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o menino lá sorrindo, pulando na arquibancada. O pai olhando para longe. Um breve filete de sangue escorrendo de seus lábios. E o grito na garganta &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113935830708878084?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113935830708878084/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113935830708878084' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113935830708878084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113935830708878084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/02/sangue.html' title='SANGUE!!!!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113876196164060166</id><published>2006-01-31T18:37:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T18:47:02.056-08:00</updated><title type='text'>Voa Internet!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/3455_TONYBLAIRLUNG.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/3455_TONYBLAIRLUNG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estava voando pela rede quando me deparei com este site &lt;a href="http://www.nerve.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Possui ótimas fotos, como esta insólita felação do Tony Blair... Não será o conteúdo do "tubo" umas gotículas de Óleo Iraquiano? A dica veio do &lt;a href="http://www.poesilha.blogspot.com/"&gt;poesilha&lt;/a&gt;, blog do Marcelo Sahea, poeta cujo traço literário tem me encantado bastante.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113876196164060166?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113876196164060166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113876196164060166' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113876196164060166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113876196164060166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/01/voa-internet.html' title='Voa Internet!!!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113875803187215679</id><published>2006-01-31T17:37:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T18:17:42.956-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/foto.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu "como" o POEMAS SUÍÇOS todos os dias antes de dormir!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e Você? Você já "comeu" o POEMAS SUÍÇOS?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113875803187215679?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113875803187215679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113875803187215679' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113875803187215679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113875803187215679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/01/eu-como-o-poemas-suos-todos-os-dias.html' title=''/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113875724892441285</id><published>2006-01-31T17:24:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T17:27:28.936-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/i20416720.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/i20416720.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;AH!!!! eu comprei o POEMAS SUÍÇOS!!!!&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;e você já comprou?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113875724892441285?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113875724892441285/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113875724892441285' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113875724892441285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113875724892441285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/01/ah-eu-comprei-o-poemas-suose-voc-j.html' title=''/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113874544691312232</id><published>2006-01-31T13:11:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T14:10:46.953-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/01740026.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/01740026.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Essa foto daí é do lançamento da &lt;a href="http://www.bagatelas.net"&gt;Bagatelas&lt;/a&gt; Impressa na Travessa, foi gentilmente cedida por &lt;a href="http://www.jccbalaperdida.blogspot.com/"&gt;Júlio César Corrêa&lt;/a&gt;. Da esquerda para a direita temos Ernesto Aguiar, Júlio César Corrêa, eu em pé, Luciano Silva, Raphael Vidal e Márcio Calixto. Essa é a equipe carioca da Bagatelas, está faltando o Miguel do Rosário que estava viajando pelo Brasil a fora, pelo trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Bagatelas Impressa terá periodicidade de três meses, neste número temos contos dos integrantes da revista, os ganhadores do concurso internacional de contos Érico Veríssimo, entrevista com o Marçal Aquino e depoimento do Sérgio Sant'anna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale conferir!  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113874544691312232?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113874544691312232/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113874544691312232' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113874544691312232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113874544691312232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/01/essa-foto-da-do-lanamento-da-bagatelas.html' title=''/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113632721442557824</id><published>2006-01-03T14:19:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T17:33:32.066-08:00</updated><title type='text'>Ela é do Samba!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/BrazilGal38lg.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/BrazilGal38lg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prezado Leitor e leitora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela menina era vascaína doente. Sabia par coeur a escalação do time. “O Valdir precisa de alguém do lado dele, é para sair a tabelinha, o Dener vem de trás, encosta no Valdir e aí adeus urubu, assim a gente vai arrebentar esse ano” dizia. E lá se ia o início de 1993, e entre um e outro comentário sobre o vascão na Uerj e ainda vivendo a ressaca do impeachement do nosso ex-bonitinho presidente, ela sacava da bolsa hippie, comprada no Saara, um texto de André Neil, “Análise estrutural de textos” e, sem cerimônia, tascava em alto e bom impropério: “Ai que stress! Você conseguiu ler esse troço aqui?”.&lt;br /&gt;Na época, éramos o sol dos vinte e poucos, andávamos pela cidade, zona norte/ zona sul, nas festas na casa da marjorie e das boas bebedeiras no Lorena aos shows na praia do arpoador, sempre aos domingos. Na pele de nossas roupas havia um misto de Janes Joplin, Renato Russo e um desejo torto de despencar do arco-íris de nossos sonhos até o asfalto quente que circundava a radial-leste.&lt;br /&gt;Naquele dia, nós ainda marejávamos o segundo ou o terceiro copo no bar do DCE. Então, quando ela me perguntou, despistei: às cartas, anda, vamos jogar uma sueca. Assim começávamos l’après-midi, enquanto sol lá fora ia aos poucos nos cozinhando dentro daquele blocão de concreto, um calor danado. Uma rodada de carteado; uma rodada de cerveja. Quem perdia pagava, quer dizer, pendurava.&lt;br /&gt;No início da noite, já não mais havia André Neil, nem Ítalo Moriconi ou Carlos Lima, que conseguisse sussurrar alguma composição literária em nossos mutilados cérebros (estes só pensavam em sete de ouros, cinqüenta e dois pontos e “Pô, Flávio, você não cortou... desce mais uma”).&lt;br /&gt;Depois, chegou o Gílson e sua Gibson vermelho-malhada e o bar foi enchendo. Nós, os cativos, colocamos as mesas em torno de Gílson e mal começou os primeiros desacordes, pedimos voz para Cristina, Ana e Drica, nossas cantoras, amigas, companheiras, namoradas. Aliás, Cristina, quando cantava se escondia atrás das pálpebras como se seu canto pertencesse somente a si, regateava, mimava carinhosamente o público com a voz rouca e veludosa, levando-nos a um singelo estado de ausência e embriaguez.&lt;br /&gt;Alguns anos vincaram os rostos daquela turma da Uerj. E, enquanto eu estava na Suíça, lá pelos idos de 2002, aventurando-me entre pilhas de pratos sujos, um amigo brasileiro apareceu com um cd duplo daquela voz que antes tinha algumas dificuldades de calar as mesas mais ruidosas do bar do DCE, estava fluindo no aparelho de som com a mesma aparência tímida daquele tempo.&lt;br /&gt;Conquistando palcos pequenos e enormes, a voz está pelo mundo singrando continentes, levando seu som aveludado estampado nos cartazes, nos painéis das casas noturnas: Teresa Cristina e o grupo Semente. É, a menina da Uerj, a secretária do DCE, que ganhou fôlego e canta belos sambas de roda, e invés de ir por aí, como boa parte daquela galera, a menina vai “pelai” no melhor sentido Gonzaguiano.&lt;br /&gt;Então, hoje ou amanhã à noite em algum canto dessa cidade maravilhosa, pode ser no Teatro Odisséia ou no Canecão, em alguma mesa de bar de Cordovil ou Madureira, abram alas e protejam seus pés, pois vou rodopiar no salão com alguma morena carinhosa, enquanto ouço a voz veludosa de Teresa Cristina, ali, cantando no pé do meu ouvido, me dizendo: vai rapaz, vai amar e viver que é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À plus,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113632721442557824?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113632721442557824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113632721442557824' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113632721442557824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113632721442557824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2006/01/ela-do-samba.html' title='Ela é do Samba!!!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113608902434714798</id><published>2005-12-31T20:15:00.000-08:00</published><updated>2005-12-31T20:21:34.956-08:00</updated><title type='text'>2006!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/libris2.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/libris2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A sidra estava boa! A comida Também! Os fogos pela telinha da Globex em mais um fim de ano suburbano. O Rio de janeiro muito quente, muito quente! Como você vai? Como passou? Não sei... Mas vale um Super 2006 para você, caro leitor e leitora, com todos aqueles clássicos desejos, simples desejos de saúde e tranqüilidade e muita camaradagem.&lt;br /&gt;Na semana que vem, nos veremos com muito mais novidades, pois vem aí o lançamento da Bagatelas Impressa com diversos textos dos colunistas, com os premiados do concurso Érico Veríssimo e entrevistas e resenhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom é isso! No mais... Quem se esqueceu de dar algum presente de natal, tem o meu livro que é uma excelente opção. É só enviar um email para flavio@bagatelas.net para iniciarmos o nosso comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2006!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113608902434714798?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113608902434714798/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113608902434714798' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113608902434714798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113608902434714798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/12/2006.html' title='2006!!!!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113505272933045018</id><published>2005-12-19T20:22:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T20:25:29.343-08:00</updated><title type='text'>Revisitando guardados</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/PRI-1508-2201.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/PRI-1508-2201.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, um grande amigo, Leo Matinelli, passou lá em minha antiga casa. Passou e deixou uns livrinhos para eu ler, entre eles tinha um exemplar de A Vida Alheia, do Eudoro Augusto, uma edição de 1975. Então, para presentear os leitores alguns breve poema dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O visitante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra de mansinho&lt;br /&gt;sem pressa mas firme fala&lt;br /&gt;farfala deblatera&lt;br /&gt;aperta e solta mas agarra&lt;br /&gt;força a barra&lt;br /&gt;apronta um ouriço&lt;br /&gt;que é isso? Que é isso? e sai de fino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 ac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você deixar de lado as datas e os nomes&lt;br /&gt;se não achar que a estou olhando de frente&lt;br /&gt;por simples distração&lt;br /&gt;se beber do mesmo lado do meu copo&lt;br /&gt;e sorver de um trago&lt;br /&gt;todos os segredos que lavro&lt;br /&gt;derramo aos gritos&lt;br /&gt;se rabiscar meu nome na barriga&lt;br /&gt;e não deixar luz acesa a noite inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joalheria Frieza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe dos arcanjos está na linha:&lt;br /&gt;ele pede que você vá&lt;br /&gt;imediatamente&lt;br /&gt;leve uma fileira de estrelas&lt;br /&gt;vinte gramas de cocaína&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bata antes de entrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113505272933045018?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113505272933045018/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113505272933045018' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113505272933045018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113505272933045018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/12/revisitando-guardados.html' title='Revisitando guardados'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113485263013607016</id><published>2005-12-17T12:31:00.000-08:00</published><updated>2005-12-17T12:50:30.203-08:00</updated><title type='text'>REVENDO GUARDADOS 3</title><content type='html'>Agora o Cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/images[16].jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/images%5B16%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;JORGE DE LIMA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Canto II ( A Invenção de Orfeu). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Subsolo e Supersolo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;            I&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;É PRECISO falar-se das criaturas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;verdadeiras criaturas animadas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;das vivências totais, arbítrio e tudo,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;alma, corpo funesto e essa imortal&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;perpetuidade além, Deus nas alturas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;nomes de terras e nomes eternados,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;anjos, demônios, sonhos acordados&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e as profecias, fúrias, posses, tudo&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que um poema pode ter: esse clamor,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;essa indefenição, esses apelos&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- sonho de rei Nabucodonosor,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que depois de refeito e decifrado&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;é a condição do bicho: carne, pelos&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e sangue breve do homem desgraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113485263013607016?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113485263013607016/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113485263013607016' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113485263013607016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113485263013607016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/12/revendo-guardados-3.html' title='REVENDO GUARDADOS 3'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113485137992721547</id><published>2005-12-17T12:20:00.000-08:00</published><updated>2005-12-17T12:29:39.936-08:00</updated><title type='text'>REVENDO GUARDADOS 2</title><content type='html'>Dando continuidade aos "posts" da série de revendo guardados, aí vai um poema de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/images[2].jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/400/images%5B2%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;ROBERTO PIVA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma Aurora Latente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A tocaia no terçol dos incêndios&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;numa cúpula contaminada de belas nuvens&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;rumoreja&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;incha algumas vezes no sal do canto da boca&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;na estrela perdida entre os pássaros da terra&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o soluço agora fonte de cores&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;teu olhar&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;navegando no cristal das pequenas unhas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;no túnel do meu coração perdido para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113485137992721547?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113485137992721547/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113485137992721547' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113485137992721547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113485137992721547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/12/revendo-guardados-2.html' title='REVENDO GUARDADOS 2'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113485012864169262</id><published>2005-12-17T12:07:00.000-08:00</published><updated>2005-12-17T12:08:58.953-08:00</updated><title type='text'>o retorno...</title><content type='html'>Prezado leitor e queridíssima leitora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta coluna esteve fora do ar durante duas semanas. Peço desculpas, mas infelizmente, o PC, como dizemos na linguagem popularesca, deu pau. Então, ficou difícil, difícil, difícil demais escrever sem estar com a telinha ligada, olhando para o teclado. Eu estatelava emudecido ali, bem ali no meu quarto, embaixo do amarelecido quadro do Quixote onde repousava a máquina aberta e empoeirada, cheia de ácaros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, como dizem alguns especialistas em informática: “o problema não está no computador, mas sim no que está conectando o teclado à cadeira...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu caro e estimável amigo Vidal, o Muquifo, passou por aqui em casa e precisou apenas de quinze minutos para resolver o problemito que me angustiava durante duas semanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele veio armado de um HD enrolado num saquinho de mercado, “pra proteger da chuva”, disse. Mexeu daqui e dali. Abriu aquela tela azul, mais conhecida como Setup, que tanto me paralisa, mudou umas coisitas, teclou “esc” e “enter” e tal, e tchrun: a máquina morta e pronta para um velório daqueles bem chulos, sem direito a pétalas de rosas ou lírios, ressuscitou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra! Eu já me descabelava olhando pro cartão de crédito, pensando em quanto gastaria no HD ou no processador, ou sei lá, mesmo na porra toda da máquina que ia rapar o meu já tão subnutrido salário, quase décimo-segundo e longe de ser terceiro, e que, na verdade, mais parece um picolé desses vendidos nas soleiras das casas suburbanas: bem ralinho, no verão derretem de uma lambida só.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o camarada veio, fez um favorzito pro autista aqui. Mas, caro leitor e leitora, não deixei barato não, estou liso, é verdade, bolso furado, durango kid legal, e embora essa situação seja transitória (já faz bastante tempo que acredito na transitoriedade, pois sempre vi e vejo dinheiro transitando por aí, até tenho muitos números na cabeça, mas no bolso poucos, no bolso somente aquela gordurita amarela que fica no jeans de tanto catar a derradeira moeda de um real), não ia deixar o amigo sair de mãos abanando de minha casita, então me vali daquelas velhas práticas comerciais da idade da pedra: escambo. Saquei o Poemas Suíços da estante e fiz uma dedicatória iluminada, uma das melhores dedicatórias que já fiz... É verdade! Parecia que eu nem mais precisaria do PC para escrever novamente, senti a tal força da escrita, quando o pensamento e o ato caloso de rabiscar uma folha comungam da mesma velocidade. Presenteei meu amigo e ainda emprestei dois livritos que espero ver em breve e, ainda evitei aquele famoso comentário de pão durice e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, de fato, me rendo à sapiência do jovem Vidal e à ignorância de eu não saber quase nada sobre sistemas, apenas salvar, importar imagens, ler as colunas bagateleiras, fazer pesquisas, algumas coisitas. Afinal, não sou tanto ignóbil assim. Quem sabe, posso até parar de escrever agora mesmo e investigar algumas coisitas por aqui... Ir lá no Setup, me aventurar de verdade, travar um duelo com esse fantasma azul, cheio de setas que tanto me apavora, fazer uns upgrades na máquina, e depois, de mais a mais, se der pau novamente, já sei que existem alguns Jesus Cristos por aí, que certamente vão dar aquela forcita pro amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À plus,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113485012864169262?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113485012864169262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113485012864169262' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113485012864169262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113485012864169262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/12/o-retorno.html' title='o retorno...'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113335567788606985</id><published>2005-11-30T04:55:00.000-08:00</published><updated>2005-11-30T05:01:17.886-08:00</updated><title type='text'>ESSE CARA É SHOW!!!</title><content type='html'>De EMERSON WISKOW:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/poket2.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/poket2.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;" A literatura sempre foi para mim uma mulher difícil, mas eu insisto, bato-lhe na cara, cupo-lhe no cu, e quando sinto sua falta chamo de meu amor. Ela faz o mesmo comigo." &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113335567788606985?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113335567788606985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113335567788606985' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113335567788606985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113335567788606985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/esse-cara-show.html' title='ESSE CARA É SHOW!!!'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113330766259555022</id><published>2005-11-29T15:40:00.000-08:00</published><updated>2005-11-29T15:41:16.130-08:00</updated><title type='text'>ESTOU COM 25</title><content type='html'>Revendo meus guardados encontrei o gasolina e lady Vestal. São petardos urbanos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai um poema do Beat:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/images.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gregory Corso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com 25&lt;br /&gt;Com o amor minha loucura por Shelley&lt;br /&gt;Chatterton  Rimbaud&lt;br /&gt;e a tagarelice-carente dos primeiros anos&lt;br /&gt;Já fez correr de um ouvido a outro&lt;br /&gt;EU DETESTO VELHOS POETAS&lt;br /&gt;Especialmente os velhos poetas que recuam&lt;br /&gt;que consultam outros poetas velhos&lt;br /&gt;que falam de sua juventude em suspiros,&lt;br /&gt;Dizendo: ── eu fiz estes naquela época&lt;br /&gt;                      mas isso foi naquela época&lt;br /&gt;                      naquela época ─&lt;br /&gt;Ah eu faria calar os homens velhos&lt;br /&gt;diria a eles: sou amigo de vocês&lt;br /&gt;                   o que vocês já foram um dia, através de mim&lt;br /&gt;                   serão novamente ─&lt;br /&gt;E depois à noite na intimidade de suas casas&lt;br /&gt;rasgaria suas línguas que só sabem se desculpar&lt;br /&gt;                   roubando-lhes os poemas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113330766259555022?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113330766259555022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113330766259555022' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113330766259555022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113330766259555022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/estou-com-25.html' title='ESTOU COM 25'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113274817398326932</id><published>2005-11-23T04:11:00.000-08:00</published><updated>2005-11-23T04:16:13.996-08:00</updated><title type='text'>ANJO LILÁS</title><content type='html'>O sol está forte demais. Não há uma gota d’água por perto. As últimas rochas estão distantes. Não distinguem-se. Se continuar desmaio. Desmaio. Depois morro. Morro seco, de secura. Há estranhamento. Intensidade. Calor. E venta. O vento resvala nas folhas. Estou entre coveiros emudecidos, enquanto ossos secam em jazigos semi-abertos e olhos fecham-se e a boca entusmece secreções. Você está vazio, a voz ecoava. Além da tarde, além de gritos tardios. Espasmos. CHorumelas. Além dos papos bêbados dos coveiros. O anjo paira com asas lilases. Acordo. O lençol úmido capturando aquele momento ausente de verbo: a história quando despede-se dos atos rotineiros. Com o rosto amealhado olho o rosto do retrato em sépia diante de mim. Esta foto contém todos rostos, sorrisos, nervuras. Plenitude. É o rosto instante. Acende e apaga como os faróis do taxi negro do sonho do dia anterior. Como o rosto flechado do motorista que não era anjo, mas sim um rosto sepcêmico. Acordo. Ainda acordo a garganta seca e não existe nenhum acordo com qualquer coisa ou fonte que esteja viva, apenas um esburacamento enviesado que me absorve o cérebro. Secura rangendo na garganta e muito silêncio escondido no chão do quarto. Lá, entre as farpas do taco: larvas, formigas, centopéias, foices, porvires, estertores de um mundo que percebo longínquo por estalos esganidos. Quarto que consome pétalas semimortas e tudo que possa ter um sopro de vida e só resta uma dentadura encardida escondida em meio aos trapos de um velho terno. Sou ignóbil, é sonho: Porra! Porra! Porra! É sonho. E me enfronho na cama e não há nada em demasia: sal na salada não há, água viva também não há, nem mesmo um pequeno olhar que seja, desses que espreitam a vida como quem desce escadas apoiado em corrimãos. Me sinto corrimão ou até uma estria alongada no corpo de uma moça que acaba de parir. Então, sobre existo no quarto por pequenas farpas e frestas que me permitem ser um troço, um troco qualquer de padaria ou uma vigília durante noites em que rezadeiras me visitam e me dão tisanas para acalmar a garganta e passam óleo de cânfora para relaxar os gânglios que incham em minhas axilas. Existo ladeado por tacos e pasmo diariamente como pasmei ontem e antes de ontem ou como pasmei no metrô quando olhei para trás e não vi nenhum tique nervoso. Pasmo ladeado por tacos. Ladeado por touros míopes. Ladeado por ladrilhos uniformes que circulavam na estação do metrô. E caminho, sem me locomover, adiante, a revés, a través deste quarto escuro, quarto feito de sombras e ossos, com paredes curtas, frias. Quarto feito de uma tosca memória quase inaudível que teima em reconhecer este corpo estendido. Corpo que antes era febril, agora inerte. Incolor. Suturado o ventre de uma ponta à outra. Coberto de lírios lilases. O que é ele? E o que sonha? Sonha com a garganta seca, purulenta, ou sonha caule infrutífero, porém vivo, repousando imutável em suas pesadas ações? Falo contigo. Meus pensamentos seiva escorrem em sua direção. Palavras sussurro. Palavras que escorrem como rolam bitucas de cigarro que jogo pelo chão e se acomodam entre as frestas dos tacos do quarto. Bitucas-esquifes onde dormitam toscos pensamentos fumados durante infindáveis solilóquios, quando perscrutava sentido para a vida à procura de um afago gentil, à espera de uma dica ou qualquer coisa que valha, nunca veio nem virá, nem sussurro ou dormitação, apenas a voz: você é vazio, você é vazio, soando ronco letárgico e intermitente que ausculto neste diálogo mudo. Lá fora amanhece e o sol do sonho me cimenta à cama. Depositam flores em minha volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113274817398326932?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113274817398326932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113274817398326932' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113274817398326932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113274817398326932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/anjo-lils.html' title='ANJO LILÁS'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113261517721992661</id><published>2005-11-21T15:18:00.000-08:00</published><updated>2005-11-21T15:19:37.226-08:00</updated><title type='text'>Rio Movediço I</title><content type='html'>I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é esta ilha&lt;br /&gt;e que partes a compõe?&lt;br /&gt;há coqueiros e palmeiras&lt;br /&gt;e silvos e lâminas&lt;br /&gt;que rasgam limas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mar mar mar  a rodeia &lt;br /&gt;e um rio também a margeia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nele coloco meu barco de papel&lt;br /&gt;o contemplo no volteio das marés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mesmo que a proa &lt;br /&gt;tenha o dedo no ventilador&lt;br /&gt;não há motor eletrificante&lt;br /&gt;posto que o barco deriva&lt;br /&gt;e somente por água-viva&lt;br /&gt;arde veias e vácuos de ar&lt;br /&gt;poluídos de tinta molhada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113261517721992661?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113261517721992661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113261517721992661' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113261517721992661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113261517721992661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/rio-movedio-i.html' title='Rio Movediço I'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113207209520741308</id><published>2005-11-15T08:18:00.000-08:00</published><updated>2005-11-15T08:28:15.213-08:00</updated><title type='text'>Rio Movediço XIV</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/fotos%5Ceterna_02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/fotos%5Ceterna_02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/fotos%5Ceterna_02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/fotos%5Ceterna_02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/1600/fotos%5Ceterna_02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/864/1792/320/fotos%5Ceterna_02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As roupas salinizadas que vestimos&lt;br /&gt; (farrapos augúrios)&lt;br /&gt;não se assemelham às túnicas augustas&lt;br /&gt;que um dia desejamos quando éramos pequenas enseadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nestas horas &lt;br /&gt;um peixe incha dentro do aquário&lt;br /&gt;a escotilha de espíritos paira no navio&lt;br /&gt;a deusa que tricota guias marítimos na escotilha da lua aquece o maçarico do céu&lt;br /&gt;o ronronando de água parada silencia estufas de tardes e povires que rejeitamos sobre &lt;br /&gt;cerdas de escovas cansadas&lt;br /&gt;e ainda secamos emblematicamente como cadáveres margaridas crocodilos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113207209520741308?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113207209520741308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113207209520741308' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113207209520741308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113207209520741308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/rio-movedio-xiv.html' title='Rio Movediço XIV'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113190629587205383</id><published>2005-11-13T10:22:00.000-08:00</published><updated>2005-11-13T10:24:55.883-08:00</updated><title type='text'>sobrado cultural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Prezado leitor,&lt;br /&gt;Hoje não teremos um conto, nem mesmo uma crônica. Vou escrever sobre o que muito me apaixona: Literatura, fotografia e o Sobrado Cultural.&lt;br /&gt;O Sobrado é uma homenagem a Emílio Paolino Sobrinho, produtor cultural, artista, falecido no réveillon de 1988, durante o trágico acidente do Bateau Mouche. Durante sua trajetória profissional, ele desenvolveu inúmeras atividades culturais e artísticas. Em 1988, a família Paolino, ao lado de outros militantes dos movimentos sociais, iniciou a construção deste espaço político-cultural, localizado à rua Gonzaga Bastos, em Vila Isabel.&lt;br /&gt;A literatura, entre outras definições, é a arte na qual a linguagem, através do seu código, a língua, assume outra função. Não está preocupada estritamente com a comunicação, pelo contrário, ocupa-se de desarrumar as formais usuais de nos comunicarmos oralmente ou de maneira escrita. Ao criar com linguagem, despertamos para outros universos, fazemos poesia, contos, dramas, romances e, dessa forma, lidamos com o maravilhoso, o lúdico, o mágico.   &lt;br /&gt;A literatura está presente no Sobrado Cultural desde sua inauguração. No início, concentramos esforços em organizar a biblioteca que, hoje em dia, abrange diversos segmentos de estudo, tanto nas áreas técnicas e exatas, quanto nas ciências humanas. A biblioteca auxilia os jovens que freqüentam o espaço. Lá, eles estudam, preparam-se para concursos, ampliam seus conhecimentos.&lt;br /&gt;No ano de 2000 realizamos o primeiro recital “Poesia no Sobrado”, este evento conta com a participação de diversos poetas da cidade e do estado do Rio de janeiro, consagra um espaço a mais de celebração da literatura.&lt;br /&gt;Neste ano, o sobrado esteve em reforma a maior parte do tempo. Ampliamos nosso salão no térreo e construímos uma sala de reuniões para que possamos receber mais pessoas dispostas a investir na militância cultural, já que, além da literatura, também desenvolvemos atividades na área da fotografia e da comunicação.&lt;br /&gt; Na fotografia, contamos com um laboratório profissional. Os jovens aprendem a fotografar e laboratoriar. Priorizamos a fotografia em Pinhole, pois se trata de um mecanismo artesanal, não é preciso investir muito dinheiro para ter uma máquina, basta uma caixa de metal ou plástico, de qualquer tamanho, hermeticamente fechada, com um pequeno buraco do tamanho de uma agulha para termos a mágica da fotografia: a imagem congelada. O segredo está no tempo de exposição. É o princípio da câmera escura.&lt;br /&gt;Neste semestre, um grupo de oito jovens, estudantes da região da Tijuca e adjacências, realizou uma foto enorme! Trata-se de uma foto-painel com cinco metros de largura e dois metros e meio de comprimento. Enorme! O leitor deve estar se perguntando como uma foto pode ser feita assim!? Qual o tamanho da câmera???  Bem, caros leitores, a solução encontrada para realizar a foto foi preparar as Câmeras a partir das caixinhas de filmes fotográficos, aquelas caixinhas pretas que adquirimos quando compramos um filme. O papel utilizado foi do tamanho 4x4, e, portanto, foram necessárias nada menos que 8.000 fotos para fazer o painel. O grupo se subdividiu em dois: quatro iam fotografar e os outros quatro revelavam e positivam as fotos. Primeiro, os jovens definiram o tema: o Pão de Açúcar, depois partiram em campo, fazendo fotos, definindo as tonalidades de cor de acordo com o tempo de exposição, sempre de 6 a 12 segundos, para fotos no sol ou na sombra, respectivamente. Por fim, mapearam o painel e o montaram, criando assim diversos pixels. Logo, quando vemos o painel de longe temos o Pão de Açúcar, mas quando nos aproximamos, podemos visualizar diversas imagens, desde os próprios jovens fazendo pose ou até fotos do centro de Tradições nordestinas, a popular feira de São Cristóvão, ou ainda, fotos da região da Tijuca, que segundo os jovens fotógrafos, são utilíssimas para preservar a memória visual da área.&lt;br /&gt;Este Painel está exposto no CAU, Centro de Arquitetura e Urbanismo, em Botafogo, e estará lá até o fim desta semana. Vale conferir.&lt;br /&gt;Bem, o autor desta coluna se despede. Aproveito para parabenizar todos jovens que participaram deste projeto. Aproveito, também, para convidá-lo, caro leitor e leitora, a visitar o nosso espaço. É na Rua Gonzaga Bastos, 312, Vila Isabel. No próximo ano, já em janeiro, estaremos retomando as atividades poéticas e literárias com nosso evento Poesia no Sobrado. Todos estão convidados.&lt;br /&gt;À plus,&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113190629587205383?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113190629587205383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113190629587205383' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113190629587205383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113190629587205383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/sobrado-cultural.html' title='sobrado cultural'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113164462310439869</id><published>2005-11-10T09:41:00.000-08:00</published><updated>2005-11-10T09:43:43.116-08:00</updated><title type='text'>Rio Movediço VIII parte2</title><content type='html'>no começo de teus dedos estamos&lt;br /&gt;ferrugem que escorre na palma da mão&lt;br /&gt;e nos é dado o som de atabaques&lt;br /&gt;a viagem é o olho do furacão recheado de salsugem&lt;br /&gt;e um ciclope denigre a proa do barco&lt;br /&gt;ele te encara fortemente&lt;br /&gt;ele te espera no batimento do resto de peixe cortado no estibordo da nave&lt;br /&gt;ele vale ainda o sopro de vida que embala a vela&lt;br /&gt;e vela a alma de futuros náufragos&lt;br /&gt;e os soluços da noite procuraram a garganta das coisas&lt;br /&gt;e falaram sobre o surdo som que lhes invadia o apêndice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113164462310439869?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113164462310439869/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113164462310439869' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113164462310439869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113164462310439869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/rio-movedio-viii-parte2.html' title='Rio Movediço VIII parte2'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113163967407749115</id><published>2005-11-10T08:14:00.000-08:00</published><updated>2005-11-10T08:21:14.086-08:00</updated><title type='text'>Notícias</title><content type='html'>Escrevo semanalmente no &lt;a href="http://www.bagatelas.net"&gt;www.bagatelas.net&lt;/a&gt;. Toda sexta tem texto novo! Passe lá e dê uma lida. O nome da coluna é Rio Movediço, você pode acessar por &lt;a href="http://www.riomovedico.bagatelas.net"&gt;www.riomovedico.bagatelas.net&lt;/a&gt;. Também recomendo o site &lt;a href="http://www.arteepolítica.com.br"&gt;www.arteepolítica.com.br&lt;/a&gt;, lá você encontrará artigos sobre literatura, artes plásticas. Tem uma entrevista com Sílvio Barros, escritor carioca radicado em Santa Catarina. Vale conferir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113163967407749115?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113163967407749115/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113163967407749115' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113163967407749115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113163967407749115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/notcias.html' title='Notícias'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113097610784708831</id><published>2005-11-02T15:58:00.000-08:00</published><updated>2005-11-02T16:01:47.856-08:00</updated><title type='text'>Livraria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Naquele tempo, dormia com faca debaixo do travesseiro. Temia que alguém viesse roubar-lhe os sonhos. Assim que o dia amadurecia, atravessado por pássaros pretos em viagem, levantava da cama. Um colchão gasto. Levantava e reparava na camada de poeira, grossa, cheia de tufos de cabelos, teias de aranhas e pernas de baratas mortas ou centopéias ou algo assim tão nojento quanto um banheiro de botequim sem água há dias. Ia até o encontro da camada de poeira e a cheirava. E a cheirava. E a cheirava ainda mais. Depois variava, falava alto, emitia grunhidos, gemia desespero. Surto. Delírio. Uma camada de poeira. Mundo nublado. E se transformava em outro mundo. Variava. Logo após, retomava o sono e o sonho.&lt;br /&gt;Livraria. Lá. Brilho. Incandescente. Recontava livros, avaliava estoques, pensava em pedidos, atendia clientes, fugia de outros, separava encomendas, cadastrava, andava de um ponto ao outro, suava, contabilizava lucros de livros em litros de café. Algo de autômato, baboso. Lobotomia. Numa outra manhã, num outro dia, num outro sonho, lá estava ele, novamente, na livraria, tracejando, esquadrinhando passo a passo cada verbete e nome. Mesmo mortiça, sua retina registrava capas, fotogramas, intervalos, flashs de palavras, sílabas, letras, volumes e mesas adiposas de livros. Tateava nódoas de madeira e, como uma foice, seduzido pela massa de livros, infiltrou-se por entre as nódoas. Plasmou-se. Era uma cola nas lombadas de cada livro e vegetou e respirou a poeira de cada estante. E velou. Uma célula morta desenhava um nome, uma partícula de livro. Aos poucos, o sonho se repetia.&lt;br /&gt;Alimentava o desejo de ser livro. E cheirava a poeira, e voltava para a cama. E voltava para a cama. A pele amarelecia. Páginas de um livro velho. Os conectivos o abandonavam. Apenas uma sonoridade, distante, monossilábica, deixavam-no atônito. O sonho, uma enchente de palavras, estados, imagens. Miragens. Sons de ciclones. Borboletas dançavam acima das luminárias da livraria. Os tacos rangiam com o andar das traças pesadas, paralíticas. E agora pára. Poeira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113097610784708831?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113097610784708831/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113097610784708831' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113097610784708831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113097610784708831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/11/livraria.html' title='Livraria'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113037900708144402</id><published>2005-10-26T19:02:00.000-07:00</published><updated>2005-10-26T19:10:07.083-07:00</updated><title type='text'>Rio Movediço VIII</title><content type='html'>Conjurado marinheiro&lt;br /&gt;pelo peito neva a Arcádia inteira&lt;br /&gt;o sol frio não leva uma gota d'água&lt;br /&gt;e as palavras salitrosas secam-te as veias&lt;br /&gt;não há intento nem rota nem porto&lt;br /&gt;para ti para nós&lt;br /&gt;o vento escoa além do tratado de tordesilhas&lt;br /&gt;e nestas trdes marasmáticas&lt;br /&gt;o som que escuta-se&lt;br /&gt;é teu pulmão asmático conversando com baleias&lt;br /&gt;e tão pouco há entulhos ou souvenirs ou chás de camomila&lt;br /&gt;a empunhalar o convés com lembranças brásicas&lt;br /&gt;para te acalmar durante a calmaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113037900708144402?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113037900708144402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113037900708144402' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113037900708144402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113037900708144402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/10/rio-movedio-viii.html' title='Rio Movediço VIII'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18338191.post-113037835428603926</id><published>2005-10-26T18:52:00.000-07:00</published><updated>2005-10-26T18:59:14.293-07:00</updated><title type='text'>Massagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Batidas. Palmadas no dorso. Irradiações. Dores. A sétima vértebra não está nada bem. Outro dia foi um pequeno estalo, mínimo. No dia seguinte, ao abrir a geladeira: dormência no dedo mindinho do pé. Terrível. Parece que foi ontem, mas não. Na verdade, anteontem não consegui fechar o registro do chuveiro. Acho que já faz três anos desde a primeira vez que vim aqui. Outro médico me pediu chapa do omoplata. Na época não dei muito papo para o que ele falou, até mesmo porque o radiologista disse que não era nada demais, mandou-me tomar uns medicamentos e fazer uma série de dez massagens. E voilà: pronto! Ele disse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No dia marcado, antes de vir, tomei um banho bem quente para me acalmar. Chegando, vi aquelas pessoas em cadeira de rodas, havia mesmo um que estava com a sonda deixando entrever a genitália, escapava um líquido amarelo escuro. Na sala de massagem, observei as macas com frisos enferrujados e os pequenos colchões de faquir e aqueles lençóis semi encardidos. Mas, imagine, quando me estendi, já me senti confortável, como se fusionasse água à pedra. Odor. Vapor. Ali relaxei o inseto vesgo que andava torto no meio de minhas vértebras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vê-se imagens: cores enoveladas naqueles salões azuis onde ficava boas horas à espera de um pequeno ferro que me passaria as costas a limpo, esquálidas luzes saindo pelos rodapés, batidas no pé do encosto da cadeira acompanhadas por movimentos em círculos, círculos, círculos, de enfermeiros apressados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dez semanas e há percorrendo no meu corpo um novo sangue, fluido e espesso, injetado nos olhos e saltando a flor da pele, contrasta, de certa forma, à dor ciática, esta sim, ainda me vulcaniza por dentro, no suplício das escadas do ônibus, quando divagarei abaixo do olhar do motorista que vou ver daqui a poucos metros, depois de atravessar a rua e este sinal com o amarelo piscando piscando piscando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18338191-113037835428603926?l=prosa-poema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosa-poema.blogspot.com/feeds/113037835428603926/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18338191&amp;postID=113037835428603926' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113037835428603926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18338191/posts/default/113037835428603926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosa-poema.blogspot.com/2005/10/massagem.html' title='Massagem'/><author><name>Flávio Côrrea de Mello</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
